segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Física no Futebol
Nesta  Copa do Mundo de Futebol,vamos ver muitas cenas que têm tudo a ver com Física. Não acredita? Então, vamos mostrar alguns exemplos:
Durante o jogo, há uma série de forças em atuação, como o atrito entre as chuteiras e o chão. Esse é um dos casos em que o atrito é importante e necessário, pois ele limita o movimento. Quando chove em campo, ele fica mais escorregadio, porque o atrito diminui. Se os jogadores não utilizassem chuteiras, que aumentam o atrito por terem cravas, seria muito difícil permanecer em pé.
Há, também, as forças que os jogadores exercem chutando a bola (ou a canela dos adversários, no caso dos nossos jogadores mais "esquentados", que não lidam bem com as provocações). Quando um jogador vai cobrar uma falta, como o nosso querido "hermano", o atacante uruguaio Forlán, a energia armazenada nos músculos é transmitida após a colisão entre o seu pé e a bola, que adquire energia cinética.

Você acha que a bola estava com maior velocidade logo após o chute, ou quando chegou as redes?
Conforme a bola ganhou altura, a energia cinética se transformou em energia potencial gravitacional. Sendo assim, sua velocidade diminui, e ela chegou nas redes com uma velocidade menor!
A trajetória da bola é mesmo complicada, mas é possível fazer modelos para compreendê-la. Umas das forças envolvidas, além do peso da bola, é a resistência do ar.

A tecnologia, enfim, será implementada no futebol. Em reunião realizada nesta quinta-feira, na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça, os membros da International Board aprovaram por unanimidade o uso do chip nas bolas para confirmação dos gols. O dispositivo emitirá um alerta instantâneo aos árbitros assim que a bola ultrapassar a linha do gol e será testado pela primeira vez em uma competição oficial no Mundial de Clubes da Fifa, que será realizado no Japão, em dezembro, com participação do Corinthians, campeão da Libertadores. Se aprovado, será usado na Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Nutrição

A alimentação, o treinamento e o estado de saúde são aspectos fundamentais para um bom desempenho no esporte. A demanda energética nos treinamentos e nas competições requer que seus participantes consumam uma dieta adequada, particularmente rica em carboidratos, já que esse nutriente é uma das principais fontes de energia durante o exercício.
Tanto para a manutenção quanto para o aumento dos estoques de glicogênio durante o treinamento é necessário uma dieta hiperglicídica. A depleção de glicogênio pode ocorrer gradualmente após repetidos dias de treinamento intenso, quando a degradação de glicogênio muscular excede sua reposição.
A fadiga durante o jogo está associada à depleção dos estoques de glicogênio muscular. Isto pode ser comprovado devido às baixas concentrações de glicogênio muscular observadas no final de um jogo e uso maior deste substrato no primeiro tempo comparado ao segundo. Jogadores de futebol, com concentrações de glicogênio diminuído na segunda metade do jogo, apresentam valores médios de velocidade e distância percorridas menores do que outros jogadores que iniciam o jogo com níveis adequados. É comum ocorrer essa situação em jogadores com hábitos alimentares inadequados.
As necessidades energéticas de jogadores de futebol dependem da função tática do jogador na equipe, da distância percorrida e do estilo de jogo. O treinamento regular exige demandas nutricionais extras e o gasto energético é aumentado na proporção em que o exercício é realizado.
A quantidade e a qualidade dos treinamentos são dois fatores que influenciam o gasto energético diário. Os jogadores de futebol são considerados atletas que treinam em intensidade, de moderada a alta, e têm suas necessidades energéticas em torno de 3150 a 4300kcal.

Carboidratos

O carboidrato é a fonte de energia mais importante na dieta de um jogador de futebol, e quantidades adequadas desse nutriente são essenciais para o desempenho atlético. Os carboidratos são estocados no fígado e músculos na forma de glicogênio, e suas principais funções são: prover fonte primária de energia para os músculos em exercício e para o cérebro e ajudar no metabolismo lipídico de forma eficiente.
O consumo diário de carboidrato na dieta de um jogador de futebol deve ser o equivalente a 60 a 70% do valor energético total, ou mais especificamente, de 6 a 10g/kg de peso corporal/dia.
A quantidade de carboidrato na dieta é também importante para recuperação dos estoques de glicogênio muscular após treinos e jogos.

Tabela 1. Efeito da ingestão de carboidrato para jogadores de futebol
Tempo de ingestão de CHO
Efeitos benéficos

4 horas antes do jogo
Aumento de 15% no desempenho físico
10 minutos antes da partidaDiminuição da utilização de glicogênio e aumento da distância e da velocidade de corrida em 30%

O consumo de carboidratos após o término do exercício deve ser o mais rápido possível para acelerar a reposição dos estoques de glicogênio.
Nesse período o consumo recomendado de carboidrato para uma ressíntese mais adequada em 24 horas é de 7 a 10g de carboidrato/kg de peso corporal/dia. O ideal é que se consuma alimentos de alto índice glicêmico, como pão, batata, arroz, massa, banana e mel, que promovem ressíntese mais eficaz.
Proteínas e aminoácidos
As necessidades protéicas de um atleta são maiores do que as de um indivíduo sedentário em função da maior necessidade de reparo das lesões nas fibras musculares induzidas pelo exercício. Outras questões que aumentam as necessidades protéicas desses atletas é o uso de pequena quantidade de proteína como fonte de energia durante a atividade e o estímulo ao ganho de massa magra.
A proteína contribui para o pool energético durante o repouso e o exercício, sendo que durante a atividade sua oxidação contribui com cerca de 5 a 10% do fornecimento total de energia. Assim, os aminoácidos servem como fonte auxiliar de combustível durante exercícios intensos e de longa duração e após sua oxidação, são irreversivelmente perdidos. Caso não sejam repostos, via alimentação, haverá comprometimento do processo normal de síntese protéica. Isso pode levar à perda da força muscular, diminuindo então, o desempenho durante uma partida de futebol.
A ingestão de 1,4 a 1,7g de proteína/kg de peso corporal/dia para jogadores de futebol é considerada a mais adequada.

Gorduras

Juntamente com o carboidrato, a gordura é a principal fonte de energia durante o exercício. O objetivo da utilização de gordura durante o exercício é poupar o uso do glicogênio muscular.
O consumo elevado de gordura na dieta dos atletas de futebol é um problema muito comum, tornando mais difícil o consumo das quantidades recomendadas de carboidrato. Entretanto, uma redução muito severa no consumo de lipídios não é indicado, já que esse nutriente participa do metabolismo da produção de energia, do transporte de vitaminas lipossolúveis e são componentes das membranas celulares.
O consumo de lipídios na dieta de um jogador de futebol não deve ser maior do que 30% do valor energético total diário.
Tabela 2. Recomendações de macronutrientes para jogadores de futebol
MACRONUTRIENTESRECOMENDAÇÃO
CarboidratoNo mínimo 8g/kg de peso corporal
Proteína1,4 a 1,7g/kg de peso corporal
LipídioMáximo 30% do valor energético total



Tabela 3. Principais recomendações na dieta pré e pós-competição do jogador de futebol:
PERÍODORECOMENDAÇÕES
Dieta pré-competição
· Grandes refeições – 3 a 4 horas antes do jogo;·
Pequenas refeições 1-2 horas antes do jogo;
· Incluir alimentos que sejam habituais na dieta dos jogadores e também importantes no lado psicológico e supersticioso;·
A refeição não deve ter um conteúdo elevado de gordura e de fibra alimentar;·
2g de CHO/kg de peso corporal nas refeições 2 horas antes do jogo·
5g de CHO/kg de peso corporal nas refeições 4 hs antes do jogo.
Dieta pós-competição
· Os alimentos devem ser consumidos logo após o término do jogo;·
Oferecer alimentos ricos em CHO de índice glicêmico alto;·
1-1,5g de CHO/kg de peso corporal imediatamente após o exercício;·
7-10g de CHO/kg de peso corporal imediatamente após o exercício.

Reposição hidroeletrolítica

A hidratação é um fator importante que deve ser considerado antes, durante e depois de treinos e partidas. Antes e durante a prática a hidratação parece melhorar o desempenho; líquidos que contêm carboidrato são mais eficientes durante a atividade.
Algumas limitações no desempenho do atleta de futebol são: 1)o estado crônico de desidratação e 2) o estresse térmico durante uma partida.
Segundo estudos, o desempenho durantes os jogos pode ser diminuído em até 30%, com perda de até 6% do peso corporal. Nesse caso talvez não seja possível a recuperação das reservas hídrica até 72horas depois do jogo. O atleta de futebol pode perder até 2 litros ou mais de suor a cada hora.
A oferta de líquidos é muito importante, já que o futebol é um esporte com poucos intervalos regulares que permitam a hidratação correta, e a ingestão de líquidos também é limitada pelo tempo de esvaziamento gástrico já diminuído devido a alta intensidade.
A bebida hidroeletrolítica adequada deve ter as seguintes características: permitir que os fluídos cheguem rapidamente aos tecidos; fornecer carboidratos durante o exercício; fornecer baixos níveis de eletrólitos; ser palatável e refrescante e não causar distúrbios gastrointestinais. Essas bebidas após o término do jogo ou treinamento ajudam não só na hidratação, mas também na recuperação do glicogênio muscular.

Vitaminas e Minerais

As vitaminas e os minerais são importantes no metabolismo energético, estresse oxidativo, contração muscular, regulação do balanço hídrico e nas funções estruturais.
É de se esperar que a deficiência de um ou mais desses micronutrientes possa trazer algum prejuízo em relação ao desempenho de jogadores de futebol. Porém, a ingestão de uma ampla variedade de alimentos, em especial frutas e hortaliças, assegura para o organismo um adequado fornecimento de micronutrientes.
Jogadores de futebol correm potencial risco de ingestão inadequada de vitaminas e minerais pelo fato de se exercitarem por muito tempo sob alta intensidade e, também, pelo fato de viajarem bastante e dependerem de cardápios de restaurantes locais. Além disso, pessoas fisicamente ativas perdem minerais pelo suor excessivo, pelas fezes e pela urina. Muitas vezes, atletas de futebol dispensam o consumo de verduras e vegetais e correm maior risco de deficiência.
Portanto, deve-se ter atenção especial em relação ao consumo de frutas e hortaliças na dieta de um jogador para assegurar ingestão adequada desses nutrientes e assim, não comprometer seu desempenho.

NÚMEROS DA COPA 2014

Olhando o ponto de vista apenas das despesas, não seria uma boa idéia o Brasil se tornar a sede da Copa do Mundo de 2014 pelo fato que esse evento ter um custo muito alto modernizando coisas que agora são completamente desnecessária, que por sua vez poderia ser utilizada para melhorar cada vez mais o nosso país, em vários sentidos como na área da saúde, educação, habitação etc.
Porém é preciso considerar outros pontos que são fundamentais para medir o retorno de um evento mundial que é a Copa do Mundo como: O gasto dos turistas, pelas conatas do governo a Copa deve atrair 500 mil estrangeiros que gastariam até R$ 3 bilhões, Além disso se a Copa gerar tantos postos de trabalho quanto a Alemanha gerou em 2006 (25 mil novas vagas de trabalho) pode ser calculado mais de R$500 milhões em investimentos.
“Crescimento econômico é algo difícil de prever com tanta antecedência, no final das contas a alta do PIB pode ficar próxima de zero”, afirma o economista Fábio Sá Earp, daUFRJ, a esperança são os benefícios de longo prazo, mais difíceis de medir. Um estádio novo, por exemplo pode gerar um círculo virtuoso no bairro, aumentando o comércio e elevando a arrecadação para fazer mais obras, pode aumentar também o aumento do fluxo de turistas e contribuir na imagem do país.
Estimativa de gasto para a Copa do Mundo de 2014
R$ 8,5 bilhões
Destinado: Infra- estrutura
Gasto do Governo
 R$ 2 bilhões
Destinado: Reforma e Construções de estádios
Gasto de Iniciativa Privada
 R$ 700 milhões
Destinado: Instalações oficiais
Gasto da FIFA